Escrito por Rúben Jesus "RBchaos"
Sexta, 09 Janeiro 2009 23:52
por Rúben Jesus "RBchaos"
Uma parceria da Electronic Arts e da DICE, permitiu o lançamento de Mirrors Edge, um jogo cuja originalidade lhe valeu a coroação de título mais inovador da E3 de 2008. A EA, que sempre pretendeu que o mesmo viesse a ser uma trilogia, já percebeu que as coisas não correram como se esperava. Para perceberem o porquê, leiam a análise
Numa cidade onde existem câmaras em toda a parte, polícias nos mais diversos sítios e helicópteros a patrulharem o céu, existem os rebeldes, aqueles que não aceitaram perder a liberdade em troca de uma vida segura. Para comunicarem entre si, os que vivem à margem da lei necessitam de um meio de comunicação os runners
Em Mirrors Edge, encarnamos Faith, uma runner que como já foi referido, é o veículo de comunicação utilizado pela resistência no universo do jogo. Assim, no nível inicial (que é também o tutorial), aprendemos os movimentos que necessitamos para nos deslocar e combater. A percepção de que estamos perante uma obra diferente do que é habitual, está patente na velocidade e encadeamento de acções, onde parar pode significar a diferença entre a viver e morrer. A par do conceito, o belo grafismo que Mirrors Edge tem, usando e abusando de vermelhos, laranjas, azuis e brancos, contribui em muito para a diferenciação do mesmo em relação a outros títulos. As texturas vistas de perto apresentam pouco detalhe, mas o que faz de Mirrors Edge uma obra com um visual excelente é sem dúvida a luz. A luz em certos níveis cria ambientes ultra-realistas, que contrastando com as sombras, fornece uma palete visual verdadeiramente notável.
A jogabilidade é de um bom nível, com o uso intuitivo dos bumpers e triggers para efectuarmos os movimentos mais básicos, auxiliados por um botão para a execução das acções aéreas, como saltar, andar pelas paredes e trepar. A par disso, os movimentos rasteiros, como cambalhotas, deslizar e largar, também são executados com um botão, dependendo o resultado da situação em que nos encontrarmos. Embora os combates corpo a corpo (ou com a utilização de armas), sejam em teoria, secundarizados, serão algumas as vezes em que os mesmos serão extremamente necessários, sob pena de não conseguirmos ultrapassar determinadas situações. Podemos desarmar o inimigo e usar a sua arma para abater os seus colegas, porém, a utilização desse método implica a perda de liberdade de movimentos, que se pode revelar fatal caso fiquemos totalmente rodeados de inimigos. No que toca aos combates corpo a corpo, através de um único botão, podemos eliminar o inimigo de várias formas, dando-lhe pontapés ou socos, existindo ainda a possibilidade de abrandar o tempo por cerca de quinze segundos de maneira a ficarmos com um melhor controlo sobre os vários movimentos. Um pormenor delicioso prende-se com a nuvem de ar que é gerada sempre que socamos o inimigo nessas condições, bem ao estilo de Matrix.
Sendo um título onde o percurso a utilizar é de vital importância, a existência de um auxiliar não é de estranhar. Assim, a runnervision indica o caminho mais óbvio a seguir, colorindo de vermelho o cenário ou objecto a usar. Também é possível a utilização do botão B como auxiliar de direcção, o que em determinadas situações se revela de utilidade extrema. Apesar de possuirmos os auxiliares acima descritos, existe uma grande diferença entre os espaços exteriores e interiores. Quando estamos em campo aberto, no topo dos edifícios, é sempre mais fácil orientarmo-nos, pois as alternativas são maiores. Em contraponto, sempre que entramos num recinto fechado, perdemos liberdade de escolha, o que em certas situações, torna o jogo um pouco mais complicado. Por fim, uma referência ao som, que neste jogo aparece com uma qualidade inquestionável, com os passos de Faith, o barulho dos helicópteros, o som do vento e as vozes a surgirem em excelente nível.
Mas como qualquer jogo, Mirrors Edge tem os seus pontos fracos. Seja relativamente à história que se vai perdendo a pouco e pouco, ou a partes mais complicadas, onde a tentativa/erro levará muitos ao limite, a sensação de que tudo poderia estar bastante melhor penaliza uma aposta que no início muito prometia. Os controlos requerem alguma prática, especialmente quando estamos rodeados de inimigos. Mesmo dominando completamente a personagem, quando só vemos balas a passarem à nossa frente e o ecrã a perder cor, o mais certo é caminharmos para a mão estendida de Faith, sinal que a mesma caiu e que teremos de reiniciar tudo de novo.
Falando agora da longevidade, adianto-vos que não serão precisas mais do que sete horas para ultrapassarem todos os níveis pela primeira vez. Uma vez terminados, restam-vos os Time Trials, que mais não são do que os melhores tempos conseguidos por outros jogadores em cada nível do jogo. Também aqui se perdeu a oportunidade de possibilitar a competição em tempo real entre dois ou mais oponentes, ficando a saber a pouco a simples comparação entre tempos, através da consulta de Leaderboards.
Em conclusão, embora Mirrors Edge seja uma obra diferente, com um conceito novo, com um grafismo espectacular e com uma jogabilidade aceitável, acaba por sofrer pela história pouco conseguida e pela curta longevidade. Para os mais perfeccionistas, aqueles que gostam de agarrar num título e levá-lo ao limite, o aperfeiçoamento dos tempos nos vários níveis acrescenta mais tempo a um jogo demasiadamente curto.
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Uau! Fico contente ao ver uma análise minha (modificada, claro) neste grande site que é o nosso XTP Este é um jogo que recomendo a qualquer um que goste de um conceito diferente. Sem dúvida está nos meus favoritos.
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Parabéns pelo esforço. Penso que é com contributos como o teu que se podem suprir as lacunas no numero escasso de analises. Tenho o jogo e concordo com muito do que dizes, principalmente na pouca longevidade do jogo.
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excelente análise eu quanto á longevidade n falo mal joguei o tanto que até jogos com online jogo menos tempos time trials, chapter speedruns a campanha so passei 2 vezes e meia
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Já joguei umas horas o jogo e realmente é um jogo bastante diferente, inovador e com o ambiente de cores muito bom!
Aspectos negativos aponto para a história, alguns saltos exagerados no jogo, impossibilidade de subir alguns muros que são fáceis de subir dado outros muros que ela sobe, uma única hipótese de escolha de trajecto a seguir em muitos casos que podia haver várias alternativas e os vídeos do jogo do mais fraco que vi (as personagens estão com muito pouco detalhes e são autênticos bonecos que se mexem como robôs).