The King Of Fighters XII - Análise
Escrito por João Pessoa "WormPT"    Quarta, 14 Outubro 2009 19:49   





por João Pessoa "WormPT"


Corria o ano de 1994 quando a SNK lançou o primeiro The King Of Fighters. Criado com o intuito de juntar num único título várias das principais personagens de outras séries de sucesso (Fatal Fury e Art Of Fighting), com a particularidade de as enquadrar em termos cronológicos, o seu sucesso foi imediato, iniciando uma cadeia de sequelas directas, distribuídas por diversas plataformas. Quatro anos depois do lançamento da 360, eis que chega ao mercado o primeiro KOF destinado à nova geração, com a clara intenção de revitalizar uma série já há algum tempo remetida ao retrogaming.


A jogabilidade – Bastante robusta e competente, a intensa combinação de golpes, misturada com os característicos especiais, fornece a mesma satisfação sentida há anos atrás. Embora não se revelem substancialmente diferentes entre si, cada lutador acaba por possuir um carisma próprio, com pormenores que farão as delícias dos saudosos fãs.

O modo versus
offline – Juntarmo-nos a um amigo no mesmo sofá, e fazermos um mano a mano com as nossas personagens favoritas, acaba por ser o ponto mais alto de KOF XII. Encher o ecrã de movimentos rápidos, com divertidos combates a fazer recordar os efectuados com as mãos presas aos sticks das arcades será, para dois “cotas”, um autêntico regresso ao passado.


O grafismo – KOF XII surge com imagens bastante pixelizadas, que revelam o pouco empenho que a SNK teve em actualizar uma franchise já bastante castigada pela idade. Alegar que essa foi uma opção tomada para preservar a nostalgia junto dos fãs, é insistir em amarrar a série ao baú das recordações, impedindo-a de se colocar ao lado dos melhores títulos de luta da actualidade.

A longevidade – Com um modo arcade que se termina em pouco mais de 20 minutos, restam somente os modos versus offline e online para prolongar a existência deste KOF. Se considerarem que devido a uma má concepção, o multiplayer pelo XBL é praticamente impossível de se jogar, as razões para se adquirir este jogo começam a ser poucas.

O preço – KOF XII é vendido pelo valor standard do mercado. Tendo em conta a reduzida longevidade, as evidentes falhas de produção e, acima de tudo, o nicho de mercado e que a SNK o condenou, este é um dos aspectos que mais penaliza este jogo.


The King Of Fighters XII é, claramente, um título a evitar. Ainda que o mesmo tivesse sido lançado por metade do preço, as razões que poderia levar à sua aquisição ficam-se por um retorno ao passado assente em frágeis argumentos. Apesar de tudo, se são fãs empedernidos, daqueles que têm a carteira a transbordar de dinheiro, fiquem a saber que a jogabilidade cumpre, e que umas disputas na mesma consola com outro companheiro de armas, poderão salvar a face a esta paupérrima edição.


Actualizado em ( Quinta, 15 Outubro 2009 00:54 )