Escrito por João Pessoa "WormPT"
Quinta, 15 Outubro 2009 01:10
por João Pessoa "WormPT"
Operation Flashpoint: Dragon Rising não é para todos. Se não são pacientes, e o vosso modusoperandis se resume a avançar em frente, disparando em tudo o que mexe, mantenham-se afastados deste jogo. Aqui, realismo é a palavra de ordem. Mesmo no modo normal, um tiro bem colocado é suficiente para vos mandar de volta até ao checkpoint mais próximo. Se avançarem para o hardcore, esqueçam qualquer tipo de HUD, ou saves intermédios: Aí, é matar ou morrer. Claro que um tiro numa perna só vos deixa impossibilitados de correr, mas caso não tratem da ferida com o kit de saúde, sangrarão até à morte. Preparem-se para caminhar, pensar, esperar e desesperar. A vida militar é mesmo assim. Dragon Rising não tem música a manipular emoções, não tem um caminho predefinido, nem tem armas nem munições a cada esquina. É a guerra pura e dura na 360.
A simulação Como decerto já entenderam pela introdução, a simulação como forma de retratar as reais condições de um soldado, tem aqui um protagonismo inegável. Percorrer uma grande distância a pé, ouvindo pouco mais que os nossos passos, enquanto flanqueamos um posto de vigia, para no fim perecermos com um tiro bem colocado, recorda-nos que a verdadeira guerra não é complacente com heroísmos inocentes e descuidados. Em Dragon Rising a nossa principal tarefa é sobreviver para a missão seguinte.
A extensão do mapa Situado em Skira, uma ilha ao largo do Japão, Dragon Rising oferece ao jogador uma enorme área de jogo, bem patente na escala do mapa que através de um Zoom Out revela impressionantes medidas. Por esse facto, as missões, embora em locais bem identificados, podem ser abordadas de qualquer ponto do cenário, existindo liberdade total na estratégia a adoptar. Como já foi referido, preparem-se para andarem a pé. Bem, se ainda aqui se encontram, é porque já estão mentalizados para isso.
O grafismo OK, é verdade que os cenários são um pouco despidos, e tanto os objectos como os modelos poderiam ser mais detalhados. Apesar disso, e considerando o carácter mais cru da jogabilidade, o que é certo é que no global cumpre o seu propósito, fornecendo uma solução satisfatória para qualquer duro operacional de elite. Impressionante a distância de desenho, coadjuvada por uma indisfarçável matriz militar presente na palete de cores utilizada.
O modo cooperativo Embora se possa fazer a campanha com a ajuda da IA, é na companhia de mais três amigos que Dragon Rising mostra o que vale. Delinear estratégias, flanquear inimigos, fazer fogo de supressão para que um nosso companheiro coloque uma carga explosiva, avançar lentamente e em comunicação uns com os outros, é seguramente uma experiência a ter em conta. Além disso, no modo normal, os respawns finitos, com um intervalo de um minuto entre a morte e o retorno ao jogo, aconselham solidariedade e extrema prudência nas tácticas a utilizar.
A qualidade do acabamento Dragon Rising poderia almejar outra classificação caso uma maior atenção tivesse sido dispensada aos retoques finais. Essa falta de refinamento é patente na ausência de animações quando tratamos os nossos ferimentos, quando vamos buscar armas ou munições, ou mesmo quando entramos nos veículos. A par disso, situações como caminhar sobre escarpas, explosões pouco convincentes, ou total falta de movimento facial quando falamos, denunciam uma falta de cuidado só compreensível por compromissos de calendário.
Operation Flashpoint: Dragon Rising é, definitivamente, o sonho de qualquer entusiasta de simulações militares. Profundamente centrado numa experiência bastante mais introspectiva do que os demais shooters, Dragon Rising acaba por convencer, sem no entanto deslumbrar. Embora venha acompanhado de um multiplayer genérico, é na campanha cooperativa que reside o seu maior ponto de interesse. Se buscam por um jogo diferente, sem a habitual manipulação dos sentidos fornecida por propostas lineares (leia-se série Call of Duty e afins), talvez o extremo realismo de Dragon Rising vos surpreenda, através da acção lenta e metódica que o mesmo oferece.
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Acho que a nota esta justa, embora possa afastar alguns jogadores indecisos na compra. Como foi dito, o grafismo, as animaçoes e os acabamentos podiam ter sido aperfeiçoados! no meu caso ate me deparei com alguns glitches, por exemplo, apos explosoes, o fogo que a explosao origina, surge-me muitas vezes "pixelizado". Aconteceu-me varias vezes na 3ª missao, e so voltou a acontecer ja na penultima, mas pronto. De resto, dentro do genero (simulação) nao ha nenhum jogo que proporcione a mesma experiencia, e se for jogado em hardcore é de rebentar com a paciencia ate do mais paciente "milsimico"!! O co-op, se conseguirem arranjar 4 amigos com quem se "entendam" bem, é espetacular!!!
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O jogo nao vale o dinheiro que paguei,embora esteja a gostar bastante do jogo. Mas fomos todos lesados com este produto inacabado,sim,inacabado....quantidade de erros graves num jogo desta dimensao,acho inadmissivel.Enfim.Abraço.